segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Quem sou

Diante de mim tenho um espelho
Que reflecte algo que desconheço.
Por que razão já não me reconheço?
“Fecha os olhos!” É o melhor conselho.

“Vê!” Não vejo. Não quero ver
Não é preciso ver para mostrar
O genuíno sentimento de amar
Tudo ou nada que nos faz viver

“Grita!” Não posso gritar
Algo que não se queira ouvir,
Mesmo que seja forte o sentir,
Tudo ou nada devo guardar

Não resisto….as pálpebras lentamente se despertam
Olho. Apercebo-me do que me faz falta
Um novo ritmo descrito numa pauta
Composto por simples sons que em mim se manifestam

Grito! Declaro a minha palavra
Amote! Mas a quem?
A mim, tu já não és ninguém
Se não uma mera doença que o meu coração trava

Componho a minha música
Regendo a minha orquestra desafinada
Ao qual me está destinada
Que me faz avançar para além da física

By: Ricardo.o

2 comentários:

  1. Olá, passei por aqui e gostei do que eu li, embora os textos sejam um pouco tristes.
    Gostei muito dos poemas.
    bj
    Maria Lúcia

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  2. epa mas isto é algum consultório psiquiátrico??
    mas ta nice
    Abraço
    Jonathan

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