Ciclo vicioso a quem chamo natureza
Tudo pensa, mas nada faz
Se não erguer-me com a sua destreza
Sem se lembrar que sou incapaz,
De me levantar ao cair;
De viver sem ferir.
No teu ciclo o ponto de partida é a Primavera.
Por onde passas, fazes nascer
Flores em formas de quimeras
Esbeltas ao adormecer.
Acordo sobre o efeito colossal
Do teu perfume que me capta de forma acidental
Sinto o teu remoto calor
Tão perto como se em mim alojasse o sol.
Criaste o Verão proclamador
De euforia cega a todo o tipo de farol,
com intenção de mais tarde ou mais cedo,
Embater-mos no mais ínfimo rochedo
É Outono, O tempo escurece
Enquanto o calor se condensa em ar gélido
Mortífero que enfraquece.
Tudo se torna tão pálido,
A felicidade foi efémera ,
Tudo adormecera.
O ponto de chegada está próximo,
Ouve-se o uivo do Inverno
Que te é tão legitimo
No céu ou no inferno.
Eis o impulso final,
De uma corrida mortal.
Parei. Do outro lado da meta,
Deslumbrava a cor antagónica
Á do Inverno. Porem a agulheta
Não apontava para norte nessa noite caótica
Não entrei de novo nesse ciclo vicioso
Porque hoje sou mais que ambicioso
“passei apenas ao lado e ri-me. Obrigado por me fazeres rir :P”
By: Ricardo O.
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