Cego sou, de tanto ver e nada acreditar
Se não que a essência do meu olhar é obscura,
Análoga a quem respira o ar
De forma tão instintiva como quem procura,
Aquilo que não se pode encontrar…
Algo que para sempre perdura.
Ontem, hoje, amanhã é minha definição
Dessa palavra com começo, mas sem fim.
Sou uma fonte seca. Nem o beirão
Me sacia a sede, insaciável por mero xelim.
Não me enchas o bolsão
Com o que eu não quero!
Ensaio novos ritmos, o bolero
Mas de que vale? Nada é eterno
Nem mesmo o que preservo neste caderno.
Voa-me tudo o que tenho
Só não tem asas o que não desejo.
A dor de presenciar o cortejo
De uma ida sem volta…como é estranho
Esta dor que teima em não estagnar
, que vicio este de amar
O começo do que acabou
Ou o fim do que começou?
By: Ricardo.o
sábado, 27 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Nada acaba, apenas se transforma
Obrigado por tudo o que fizeste por nós, eras a líder na nossa família, e continuas a sê-lo lá em cima ao pé do nosso outro anjinho ** Estão longe, mas perto :3
Descansa em paz Avó …
“Nada acaba, apenas se transforma”
By: Ricardo.o
Descansa em paz Avó …
“Nada acaba, apenas se transforma”
By: Ricardo.o
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
ciclo vicioso
Ciclo vicioso a quem chamo natureza
Tudo pensa, mas nada faz
Se não erguer-me com a sua destreza
Sem se lembrar que sou incapaz,
De me levantar ao cair;
De viver sem ferir.
No teu ciclo o ponto de partida é a Primavera.
Por onde passas, fazes nascer
Flores em formas de quimeras
Esbeltas ao adormecer.
Acordo sobre o efeito colossal
Do teu perfume que me capta de forma acidental
Sinto o teu remoto calor
Tão perto como se em mim alojasse o sol.
Criaste o Verão proclamador
De euforia cega a todo o tipo de farol,
com intenção de mais tarde ou mais cedo,
Embater-mos no mais ínfimo rochedo
É Outono, O tempo escurece
Enquanto o calor se condensa em ar gélido
Mortífero que enfraquece.
Tudo se torna tão pálido,
A felicidade foi efémera ,
Tudo adormecera.
O ponto de chegada está próximo,
Ouve-se o uivo do Inverno
Que te é tão legitimo
No céu ou no inferno.
Eis o impulso final,
De uma corrida mortal.
Parei. Do outro lado da meta,
Deslumbrava a cor antagónica
Á do Inverno. Porem a agulheta
Não apontava para norte nessa noite caótica
Não entrei de novo nesse ciclo vicioso
Porque hoje sou mais que ambicioso
“passei apenas ao lado e ri-me. Obrigado por me fazeres rir :P”
By: Ricardo O.
Tudo pensa, mas nada faz
Se não erguer-me com a sua destreza
Sem se lembrar que sou incapaz,
De me levantar ao cair;
De viver sem ferir.
No teu ciclo o ponto de partida é a Primavera.
Por onde passas, fazes nascer
Flores em formas de quimeras
Esbeltas ao adormecer.
Acordo sobre o efeito colossal
Do teu perfume que me capta de forma acidental
Sinto o teu remoto calor
Tão perto como se em mim alojasse o sol.
Criaste o Verão proclamador
De euforia cega a todo o tipo de farol,
com intenção de mais tarde ou mais cedo,
Embater-mos no mais ínfimo rochedo
É Outono, O tempo escurece
Enquanto o calor se condensa em ar gélido
Mortífero que enfraquece.
Tudo se torna tão pálido,
A felicidade foi efémera ,
Tudo adormecera.
O ponto de chegada está próximo,
Ouve-se o uivo do Inverno
Que te é tão legitimo
No céu ou no inferno.
Eis o impulso final,
De uma corrida mortal.
Parei. Do outro lado da meta,
Deslumbrava a cor antagónica
Á do Inverno. Porem a agulheta
Não apontava para norte nessa noite caótica
Não entrei de novo nesse ciclo vicioso
Porque hoje sou mais que ambicioso
“passei apenas ao lado e ri-me. Obrigado por me fazeres rir :P”
By: Ricardo O.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Tempo
O tempo faz parecer tudo incerto.
Mesmo nas certezas mais profundas,
Que se mascaram em abismos desertos
De sombras obscenas imundas,
Que se encarregam de accionar o teu esquema
Tornando as horas em segundos,
Incapazes de se relatarem num poema
Repleto de versos moribundos.
O desejo de viver o presente
Escapa-me entre os dedos
Porque o tempo é omnisciente,
Ele conhece todos os meus medos…
Avanças quando menos quero
E recuas quando menos espero,
Não dás tempo ao teu próprio tempo para despedidas
De memórias que não ficarão esquecidas
By: ricardo.o
Mesmo nas certezas mais profundas,
Que se mascaram em abismos desertos
De sombras obscenas imundas,
Que se encarregam de accionar o teu esquema
Tornando as horas em segundos,
Incapazes de se relatarem num poema
Repleto de versos moribundos.
O desejo de viver o presente
Escapa-me entre os dedos
Porque o tempo é omnisciente,
Ele conhece todos os meus medos…
Avanças quando menos quero
E recuas quando menos espero,
Não dás tempo ao teu próprio tempo para despedidas
De memórias que não ficarão esquecidas
By: ricardo.o
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Teatro do teu olhar
Era de noite. Apesar de ser de noite a escuridão não era total. Vaguei por todos os cantos que naquela noite quis, como sempre o fizera. Percorri uma estrada, virei numa esquina sempre (in) consciente que me encontrava seguro… o que me haveria de correr mal? Não houve momento algum em que eu tivesse sequer mentalizado esta pergunta tão simples. Seria diferente se o tivesse feito? Não sei, o certo é que o impensável aconteceu e foi então que o eclipse lunar retirou o guia que me guiava pelas ruas, tornando cada passo mais distante de casa. Estaria perdido nas ruas que tão bem conhecia? Não. Já me encontrava perdido interiormente mesmo antes de me perder fisicamente. Nessa noite optaste pela rua oposta àquela que sempre (supostamente) sonhámos em caminhar, pensei em fugir como tu. Não o fiz…Optei por ficar á chuva na minha, e já não nossa rua , enquanto te tornavas cada vez mais distante e a dor cada vez mais próxima. Confesso que a raiva tomou posse de mim testando a minha própria capacidade de auto-contenção, levando ao limite a resistência do meu coração. Lentamente fui e vou resistindo, por mais que a dor seja não te culpo por nada do que me fizeste (as vezes por estupidez minha ainda o faça) porque o único maligno deste crime fui eu ao acreditar no teatro do teu olhar…
By: Ricardo.o
By: Ricardo.o
A vida como uma incógnita
A vida é constituída por vários avanços e recuos…
Por vezes damos conta que demos um passo em frente na nossa vida e sentimo-nos bem com nos próprios, mas quando de repente acontece um recuo vamo-nos sentir fragilizados e o passo que tínhamos conquistado vai ser muito mais difícil de recuperar do que na primeira vez.
A felicidade é o que todos nós procuramos mas para a encontrarmos temos de percorrer um longo caminho até porque este vai ter muitos obstáculos que vão ter que ser ultrapassados.
Por vezes seguimos um caminho que achamos ser o mais correcto, mas mais tarde verificamos que não passou de uma simples ilusão criada por nos próprios.
Nesta vida quando escolhemos um caminho tanto podemos ser bem sucedidos como não, e o certo é que nunca encontramos a resposta sem primeiro conhecer as verdades e mentiras que esse caminho constitui.
Se formos bem sucedidos sentimo-nos as pessoas mais felizes do mundo, se não o formos vamo-nos sentir como uma “folha de papel em branco” onde nada existe para contar, desiludidos com a vida e incapazes de continuar a lutar.
Quando algo corre mal na nossa vida é necessário um ingrediente especial para nos levantar de novo a cabeça, e aqui estou a falar da amizade até porque quem somos nós sem amigos?
Ninguém!
Se tentarmos viver sozinhos com os problemas que a vida nos traz vamos sofrer muito mais porque o coração a cada dia que passa vai sentindo esses problemas e o pensamento vai estar sempre centrado nesses mesmos.
Temos de nos unir a alguém nestas alturas difíceis da vida e aqui estou a falar daqueles amigos em que temos confiança e nos sentimos à vontade para desabafar.
Só eles é que nos vão compreender e dar-nos a força que precisamos para podermos continuar a lutar pelos nossos objectivos.
Por mais que as situações sejam complicadas de ultrapassar e de controlar temos de tentar levantar a cabeça até porque…”quer gozemos quer não gozemos passamos como o rio”.
É complicado mas não impossível…
Força Malta!!!
By : Tiago Santos
Por vezes damos conta que demos um passo em frente na nossa vida e sentimo-nos bem com nos próprios, mas quando de repente acontece um recuo vamo-nos sentir fragilizados e o passo que tínhamos conquistado vai ser muito mais difícil de recuperar do que na primeira vez.
A felicidade é o que todos nós procuramos mas para a encontrarmos temos de percorrer um longo caminho até porque este vai ter muitos obstáculos que vão ter que ser ultrapassados.
Por vezes seguimos um caminho que achamos ser o mais correcto, mas mais tarde verificamos que não passou de uma simples ilusão criada por nos próprios.
Nesta vida quando escolhemos um caminho tanto podemos ser bem sucedidos como não, e o certo é que nunca encontramos a resposta sem primeiro conhecer as verdades e mentiras que esse caminho constitui.
Se formos bem sucedidos sentimo-nos as pessoas mais felizes do mundo, se não o formos vamo-nos sentir como uma “folha de papel em branco” onde nada existe para contar, desiludidos com a vida e incapazes de continuar a lutar.
Quando algo corre mal na nossa vida é necessário um ingrediente especial para nos levantar de novo a cabeça, e aqui estou a falar da amizade até porque quem somos nós sem amigos?
Ninguém!
Se tentarmos viver sozinhos com os problemas que a vida nos traz vamos sofrer muito mais porque o coração a cada dia que passa vai sentindo esses problemas e o pensamento vai estar sempre centrado nesses mesmos.
Temos de nos unir a alguém nestas alturas difíceis da vida e aqui estou a falar daqueles amigos em que temos confiança e nos sentimos à vontade para desabafar.
Só eles é que nos vão compreender e dar-nos a força que precisamos para podermos continuar a lutar pelos nossos objectivos.
Por mais que as situações sejam complicadas de ultrapassar e de controlar temos de tentar levantar a cabeça até porque…”quer gozemos quer não gozemos passamos como o rio”.
É complicado mas não impossível…
Força Malta!!!
By : Tiago Santos
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Quem sou
Diante de mim tenho um espelho
Que reflecte algo que desconheço.
Por que razão já não me reconheço?
“Fecha os olhos!” É o melhor conselho.
“Vê!” Não vejo. Não quero ver
Não é preciso ver para mostrar
O genuíno sentimento de amar
Tudo ou nada que nos faz viver
“Grita!” Não posso gritar
Algo que não se queira ouvir,
Mesmo que seja forte o sentir,
Tudo ou nada devo guardar
Não resisto….as pálpebras lentamente se despertam
Olho. Apercebo-me do que me faz falta
Um novo ritmo descrito numa pauta
Composto por simples sons que em mim se manifestam
Grito! Declaro a minha palavra
Amote! Mas a quem?
A mim, tu já não és ninguém
Se não uma mera doença que o meu coração trava
Componho a minha música
Regendo a minha orquestra desafinada
Ao qual me está destinada
Que me faz avançar para além da física
By: Ricardo.o
Que reflecte algo que desconheço.
Por que razão já não me reconheço?
“Fecha os olhos!” É o melhor conselho.
“Vê!” Não vejo. Não quero ver
Não é preciso ver para mostrar
O genuíno sentimento de amar
Tudo ou nada que nos faz viver
“Grita!” Não posso gritar
Algo que não se queira ouvir,
Mesmo que seja forte o sentir,
Tudo ou nada devo guardar
Não resisto….as pálpebras lentamente se despertam
Olho. Apercebo-me do que me faz falta
Um novo ritmo descrito numa pauta
Composto por simples sons que em mim se manifestam
Grito! Declaro a minha palavra
Amote! Mas a quem?
A mim, tu já não és ninguém
Se não uma mera doença que o meu coração trava
Componho a minha música
Regendo a minha orquestra desafinada
Ao qual me está destinada
Que me faz avançar para além da física
By: Ricardo.o
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Vento
As tuas palavras abalaram o meu chão
Cai. Ninguém me segurou
Resta-me apenas entregar o coração
À tua insolência que me arruinou
Vives como se tudo fosse uma insignificância
Não te importas com tudo o que perdes
Remas ao rumo da ignorância
Onde te afundas com tudo o que prometes
Ventos memoráveis da memória
Levai esta reminiscência que há em mim
Glorificai a minha glória
Suportando a dor de viver sem ti
Glorioso sou eu agora
Vivo a vida ao teu sabor
Sabor? Não como outrora!
Outrora…Outrora meu amor
By: Ricardo.o
Cai. Ninguém me segurou
Resta-me apenas entregar o coração
À tua insolência que me arruinou
Vives como se tudo fosse uma insignificância
Não te importas com tudo o que perdes
Remas ao rumo da ignorância
Onde te afundas com tudo o que prometes
Ventos memoráveis da memória
Levai esta reminiscência que há em mim
Glorificai a minha glória
Suportando a dor de viver sem ti
Glorioso sou eu agora
Vivo a vida ao teu sabor
Sabor? Não como outrora!
Outrora…Outrora meu amor
By: Ricardo.o
duas cores
Quando tudo é Rosa…
O Presente magnifica o futuro
Enquanto o sonho é sonhado
Tudo se torna seguro
Enquanto me sinto amado
Quando tudo é preto…
O presente lamenta o futuro
Enquanto o sonho é cessado
Tudo se torna inseguro
Enquanto não me sinto amado
By : Ricardo.o
O Presente magnifica o futuro
Enquanto o sonho é sonhado
Tudo se torna seguro
Enquanto me sinto amado
Quando tudo é preto…
O presente lamenta o futuro
Enquanto o sonho é cessado
Tudo se torna inseguro
Enquanto não me sinto amado
By : Ricardo.o
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Ponto final de uma história sem reticências (...)
Havia uma nau dentro de mim
Solitária, ansiosa por vencer
E poder navegar sem fim.
Este era o meu sonho ao adormecer…
Ao acordar, deparei-me com a realidade.
Encontrava-me no mesmo lugar
Num dia cinzento envolto numa tempestade,
Na qual não conseguia controlar
Queria ser o que todos desejavam.
Queria ser feliz.
Queria o que todos ansiavam.
Queria algo de raiz.
Os meus desejos realizavam-se,
Apenas na minha solene imaginação.
Até que um dia o céu tristonho revoltou-se
O cinzento passou a azul, como numa revolução.
A 3º guerra mundial invadiu o meu ser
No dia em que me olhaste
Discretamente, talvez sem querer,
O certo é que a minha vida marcaste
Éramos sentimento de raça guerrilheira.
Erguíamos o amor sobre muralhas,
Recusando o abrigo das trincheiras
Sem nunca perder as batalhas.
Após todas as conquistas,
Sentia-me dono de um mundo
Coberto de ilusórias maravilhas,
Que me faziam viver num sentido mudo…
…mudo, cego, inconsciente
O império construído numa dissonância eternidade
Fora derrubado num segundo inconcludente.
Tudo tinha sido nada, esta era a grande verdade.
Miscelânea de sentimentos
Naquele dia sentidos
Na guilhotina assentaram os momentos
Por ti sabiamente construídos
Oh! Como a raiva urge
De forma descontrolada
Á medida que caio do auge
De uma rotina mensurada…
Pensei em jamais sonhar,
Mas não o fiz.
Não desistirei de amar
O que sempre quis
Não vale a pena! A vida é mais que mero sofrimento
É ter desalento no errado!
É ter talento de valorizar o momento
Realizando tudo o que foi sonhado.
O teu perfume já não o reconheço
O teu olhar já não me estremece
Tudo o que há, ou houve de ti em mim eu esqueço
A tua falsidade já não me enlouquece
É o ponto final
De uma história sem reticências
Vivida de forma descomunal
Até ao último dia da sua existência
by : Ricardo.o
Solitária, ansiosa por vencer
E poder navegar sem fim.
Este era o meu sonho ao adormecer…
Ao acordar, deparei-me com a realidade.
Encontrava-me no mesmo lugar
Num dia cinzento envolto numa tempestade,
Na qual não conseguia controlar
Queria ser o que todos desejavam.
Queria ser feliz.
Queria o que todos ansiavam.
Queria algo de raiz.
Os meus desejos realizavam-se,
Apenas na minha solene imaginação.
Até que um dia o céu tristonho revoltou-se
O cinzento passou a azul, como numa revolução.
A 3º guerra mundial invadiu o meu ser
No dia em que me olhaste
Discretamente, talvez sem querer,
O certo é que a minha vida marcaste
Éramos sentimento de raça guerrilheira.
Erguíamos o amor sobre muralhas,
Recusando o abrigo das trincheiras
Sem nunca perder as batalhas.
Após todas as conquistas,
Sentia-me dono de um mundo
Coberto de ilusórias maravilhas,
Que me faziam viver num sentido mudo…
…mudo, cego, inconsciente
O império construído numa dissonância eternidade
Fora derrubado num segundo inconcludente.
Tudo tinha sido nada, esta era a grande verdade.
Miscelânea de sentimentos
Naquele dia sentidos
Na guilhotina assentaram os momentos
Por ti sabiamente construídos
Oh! Como a raiva urge
De forma descontrolada
Á medida que caio do auge
De uma rotina mensurada…
Pensei em jamais sonhar,
Mas não o fiz.
Não desistirei de amar
O que sempre quis
Não vale a pena! A vida é mais que mero sofrimento
É ter desalento no errado!
É ter talento de valorizar o momento
Realizando tudo o que foi sonhado.
O teu perfume já não o reconheço
O teu olhar já não me estremece
Tudo o que há, ou houve de ti em mim eu esqueço
A tua falsidade já não me enlouquece
É o ponto final
De uma história sem reticências
Vivida de forma descomunal
Até ao último dia da sua existência
by : Ricardo.o
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