terça-feira, 4 de maio de 2010

um simples olhar, no limiar de uma infinidade

Intercepta-se um simples olhar,
No limiar de uma infinidade.
A simplicidade gera a complexidade
No cálculo de uma equação de beleza similar.
De onde provém essa beleza,
Que me sustem e me prende?
Será a sua cor? Ou será o brilho que ascende
E se propaga levando toda a tristeza?
O teu olhar transmite-me um calor,
Que de tão longe, se sente ao perto.
Ontem e hoje, o mesmo aperto
De amanhã, guardado no meu interior…
E lá permanece, em ênfase
Preso a um vácuo de escuridão
Onde a esperança reside na sua iluminação
De um sonho em êxtase.
E sinto, mas não sei o que sinto
Não distingo o real do surreal
Sentirás o mesmo de forma igual?
És a incógnita no meio de um labirinto.
Procuro um caminho para te encontrar
Nesse percurso intricado desnorteante.
Perco-me. Reparo em algo cintilante
Que me guia e me leva até a ti. O teu olhar…

G* $`


By : Ricardo.O